Da redação
Laboratórios de reprodução assistida empregam inteligência artificial para seleção de embriões, utilizando análise de imagens em tempo real por meio do sistema IVY, desenvolvido pela Harrison AI. O método processa vídeos produzidos em incubadoras fechadas, fornecendo relatórios automatizados sobre a viabilidade das estruturas biológicas, conforme os desenvolvedores da tecnologia.
De acordo com a Harrison AI, o algoritmo analisa parâmetros como tempo de clivagem, simetria celular e grau de fragmentação, extraídos de milhares de registros visuais, para calcular a probabilidade de sucesso da implantação uterina. Especialistas afirmam que a pontuação gerada pela inteligência artificial reduz a subjetividade entre laboratórios e contribui para a decisão clínica mais segura. O monitoramento contínuo do crescimento celular, realizado sem a retirada dos embriões da incubadora, mantém a estabilidade térmica e evita prejuízos à integridade das células, segundo relatos dos profissionais envolvidos.
A validação clínica do IVY, conforme pesquisa retrospectiva citada pelos desenvolvedores, demonstrou que o sistema automatizado superou significativamente os métodos tradicionais na previsão de gravidez com atividade cardíaca fetal. A ferramenta revelou alta precisão matemática ao estimar a probabilidade de sucesso, com base na análise contínua de vídeos time-lapse. Segundo os pesquisadores, “o modelo de aprendizado profundo IVY foi capaz de analisar continuamente o desenvolvimento embrionário por meio de vídeos time-lapse, estimando de forma automatizada e com alta precisão a probabilidade de gravidez com atividade cardíaca fetal após a transferência”.
O uso de inteligência artificial na área promete integração a outros fluxos de dados biológicos, como análises genéticas, para diagnósticos laboratoriais mais precisos e tratamentos personalizados. Sistemas como o MAIA são citados como exemplo da tendência de automação e otimização dos processos de triagem celular na medicina reprodutiva.




