Da redação
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, abandonou a sessão na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso após ter sido convocado para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras do BRT entre a Avenida do CPA, em Cuiabá, e o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Marcelo afirmou estar “muito nervoso” e temer “infartar”, pedindo licença em nome de sua equipe.
Na audiência, antes de se retirar, Oliveira declarou que a primeira empresa contratada para o projeto, iniciado em janeiro de 2024, não atendeu às exigências do contrato. O governo estadual rescindiu o contrato, aplicou sanções à empresa e promoveu mudanças no modelo de execução das obras. Ele também responsabilizou a gestão anterior de Várzea Grande por atrasos, alegando que obstáculos criados pela administração municipal comprometeram o cronograma.
Após a saída de Oliveira, Isaac Nascimento Filho, secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, passou a responder aos deputados estaduais. De acordo com Nascimento Filho, o primeiro e mais extenso lote do BRT, que conecta o Terminal do CPA ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, está previsto para ser entregue até novembro. O segundo lote, que prevê estações climatizadas, deve ser concluído em dezembro.
O terceiro lote, responsável pelos terminais e pontos de parada entre Várzea Grande, a região do Porto e o CPA, encontra-se na fase de elaboração de projetos executivos e obtenção de licenças. Sobre o corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa, Nascimento Filho informou que a licitação ainda não foi lançada e não há recursos empenhados, devendo as obras iniciar apenas na próxima gestão estadual.




