Da redação
O Botafogo notificou oficialmente a Eagle Football, empresa de John Textor, alegando que a parceira descumpriu obrigação prevista no acordo firmado em 2022 e informando que exerceu um bônus de subscrição previsto em contrato. Com isso, segundo o clube, passou a deter 51% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A medida representa um novo capítulo na disputa pelo controle acionário do futebol alvinegro.
De acordo com documento apresentado pelo Botafogo, a Eagle Football não cumpriu o aporte de R$ 100 milhões previsto como terceira parcela do investimento. O clube sustenta que, embora as transferências tenham sido registradas, os recursos retornaram à Eagle por meio de operações envolvendo o Lyon, da França, que também é controlado por Textor. Segundo o Botafogo, “as transações foram simuladas e fraudulentas”.
A notificação foi assinada pelo presidente João Paulo Magalhães e enviada à Cork Gully, empresa que conduz a liquidação da Eagle Bidco no Reino Unido. Conforme o documento, o acionamento do bônus de subscrição altera a composição societária, elevando a fatia do Botafogo de dez para 51 por cento e reduzindo a participação da Eagle de noventa para 49 por cento. Esse entendimento impacta ainda negociações em andamento com a GDA, liderada por Gabriel de Alba.
Segundo o Botafogo, a ativação do mecanismo permite negociar 41 por cento das ações com a GDA, por valor pactuado, obrigando a Eagle a vender seus 49 por cento ao mesmo preço. Caso se confirme, a GDA poderia deter 90 por cento do controle da SAF, restando ao Botafogo associativo dez por cento. O impasse, no entanto, pode ser levado ao Judiciário, mantendo indefinição sobre o futuro do clube.




