Da redação
Nas próximas eleições, os eleitores deverão votar duas vezes para o Senado, escolhendo dois candidatos distintos que representam seu estado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, o que corresponde à renovação de dois terços da Casa.
A alternância na quantidade de vagas ocorre porque o mandato de senador dura oito anos. Por esse modelo, definido na Constituição, oscila-se entre renovar um terço ou dois terços da Casa em cada eleição. Nas próximas eleições gerais, serão renovadas 27 cadeiras, voltando-se ao padrão de um senador por estado.
Segundo Gilberto Guerzoni Filho, consultor do Senado, essa renovação visa garantir estabilidade e continuidade legislativa. O consultor alerta para o risco de voto incompleto: “Na urna eletrônica, ele vai votar duas vezes para o Senado. Vai escolher dois senadores diferentes, do seu estado, e de qualquer partido.” Em 2018, cerca de 63 milhões de votos foram registrados como brancos, nulos ou incompletos para o Senado.
Na cabine de votação, a ordem dos cargos será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro e segundo votos para senador, governador e presidente. Não é possível votar em legenda para o Senado, nem em candidatos de outros estados. A Justiça Eleitoral permite que o eleitor leve uma anotação em papel com os números escolhidos, mas proíbe o uso de celular na cabine.




