Da redação
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) definiu que vence nesta quarta-feira (15) o prazo para decidir a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações de produtos brasileiros. Segundo o USTR, o Brasil é acusado de “prática desleal” envolvendo Pix, etanol, desmatamento ilegal e outros aspectos.
Entre os pontos de impasse, o Brasil recusou negociar mudanças no Pix. Paralelamente, os Estados Unidos não aceitaram a redução da tarifa sobre o açúcar brasileiro em troca de alterações na taxação do etanol norte-americano que entra no Brasil. Especialistas afirmam que o cenário dificulta um acordo.
De acordo com Paulo Borba Casella, professor de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP), os Estados Unidos “não disfarçam” a motivação política da medida, o que dificulta o entendimento. Casella lembrou que Donald Trump classificou o Brasil como país “desagradável” e que o tarifaço seria uma maneira de “interferir na política interna” brasileira.
Alexandre Pires, professor de relações internacionais do Ibmec-SP, declarou que a administração Trump tem “endurecido” a postura com países não alinhados. Para o pesquisador, a Casa Branca busca realinhar a América Latina aos Estados Unidos e afastar a região da crescente influência econômica e tecnológica da China, principal parceira comercial brasileira nos últimos 20 anos.




