Da redação
A Organização das Nações Unidas apoia a formação de jovens no Haiti para combater a corrupção, em um cenário de crise humanitária agravada pela violência, impunidade e instituições frágeis. Setenta estudantes e líderes da sociedade civil participaram, em Porto Príncipe, da primeira Escola de Verão Anticorrupção organizada pela Unidade de Luta Contra a Corrupção do Haiti, com apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Durante uma semana intensiva de palestras, workshops e exercícios práticos, os participantes discutiram métodos de identificação, prevenção e denúncia de corrupção. Adamson Junior Lavéus avaliou o programa como transformador, afirmando que aprofundou sua compreensão do tema, da extorsão à apropriação indevida de bens públicos. Para Lavéus, a educação cívica contribui para o fortalecimento da sociedade e a consolidação de valores morais no país.
Segundo Adrian Banu, conselheiro anticorrupção do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Haiti, a iniciativa representa um investimento na geração responsável pela reconstrução das instituições públicas. Com mais da metade da população haitiana formada por jovens, Banu aponta o potencial do programa para criar uma cultura de integridade e transformação social.
De acordo com o conselheiro, a Escola de Verão integra uma estratégia mais ampla de prevenção. Já foram criados cerca de 50 Clubes de Integridade em escolas haitianas, promovendo a conscientização sobre os impactos da corrupção. Com experiência de mais de treze anos, Banu citou o progresso observado na Romênia como evidência de que sistemas anticorrupção podem se tornar eficazes, mesmo diante de desafios.




