Da redação
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) iniciou a semana de comemorações de seus 30 anos com um encontro de jovens em Cascais, Portugal. O evento, coorganizado com o Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (Ipdal) e outras entidades, reuniu participantes para discutir integração e o fortalecimento do papel da juventude nas nações lusófonas.
Líderes e estudantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e de países como Argentina, Itália e Cazaquistão participaram dos debates. Entre os temas estiveram desafios migratórios, questão ambiental e sub-representação feminina. Vitor Andrade, da organização Conexão Lusófona, defendeu a criação de um “passaporte lusófono” para facilitar a mobilidade de estudantes e trabalhadores entre países do bloco. Nicole Brito, estudante brasileira, apontou a necessidade de “corrigir o déficit elegendo mulheres para cargos legislativos e levando mais representação feminina a postos de comando”.
A secretária-executiva da CPLP, embaixadora Maria de Fátima Jardim, participou das discussões ao lado de representantes do Ipdal e diplomatas. Luísa Aminata, jovem guineense, ressaltou que a crise da democracia dificulta a expressão dos jovens e defendeu investimentos na educação das meninas: “É muito importante que nós mulheres também tenhamos essa oportunidade”. Para Odara dos Santos, de Cabo Verde, a CPLP possibilita que jovens atuem no combate à desinformação e exercitem sua voz dentro das democracias.
A CPLP foi criada após os processos de independência dos países lusófonos, tendo ampliado sua atuação para a cooperação política, diplomática e cultural, especialmente após a entrada de Timor-Leste. Atualmente, conta com mais de 30 membros-observadores, incluindo França, Reino Unido, Estados Unidos e Catar. Segundo a organização, o português é uma das línguas mais faladas do mundo e sua presença em organismos internacionais gera novas oportunidades de emprego e integração para a juventude dos países membros.




