Início Política Bolsonaristas criticam STF e comparam restrições a Bolsonaro ao caso Lula

Bolsonaristas criticam STF e comparam restrições a Bolsonaro ao caso Lula


Da redação

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) intensificaram críticas ao Supremo Tribunal Federal após o ministro Alexandre de Moraes negar, neste sábado (17), pedido para que o ex-presidente recebesse o chefe de Estado da Argentina, Javier Milei, durante visita prevista para o próximo sábado (25). A decisão do Supremo mantém restrições às visitas ao ex-mandatário, ampliadas após entendimento da Procuradoria-Geral da República de que uma carta do ex-presidente, lida por seu filho e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), violou regras da prisão domiciliar.

Na sexta-feira (17), Moraes ratificou a proibição das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e vetou contatos políticos e divulgação de manifestos até as eleições de outubro. Conforme o ministro, as limitações se justificam pelo fato de Bolsonaro ter sido condenado por atos contra o regime democrático e, por isso, ter os direitos políticos suspensos. Flávio Bolsonaro afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que considera a medida “ilegal, desproporcional, covarde e cruel” e declarou que seu pai estaria “enterrado vivo”.

Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal que reside nos Estados Unidos, criticou nas redes sociais ao afirmar: “Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro”. O influenciador Paulo Figueiredo, que atua junto a Eduardo nas críticas ao governo Lula (PT) nos EUA, também ironizou a situação. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, divulgou nota classificando como “incompatível com o Estado Democrático de Direito” a escalada de restrições, além de mencionar um “contraste evidente” com o caso de Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol comparou, nas redes sociais, as restrições atuais às que valeram para Lula, ao citar que o petista pôde receber o ex-presidente uruguaio José Mujica na prisão. Conforme ele, ao contrário de Bolsonaro, Lula teve restrições apenas a entrevistas, não à correspondência e visitas políticas. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou, questionando como “levar a sério as eleições” diante das proibições impostas a Bolsonaro.