Da redação
Os Estados Unidos acusaram Cuba de liderar uma campanha de “espionagem e subversão” em território americano por quase sete décadas, segundo relatório divulgado pelo Departamento de Estado. Conforme o documento, as ações cubanas teriam incluído infiltração no governo dos EUA, recrutamento de ativistas e apoio ao “terrorismo de esquerda”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as recentes reformas econômicas anunciadas por Havana são insuficientes. De acordo com Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, o relatório americano é uma “falácia” e parte de uma “construção” para justificar a “guerra econômica” e possíveis ações militares contra a ilha.
O relatório destaca que Havana teria aperfeiçoado “um novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada”, com ênfase em espionagem, infiltração e redes de aliados. Apesar disso, não anunciou novas sanções nem medidas concretas, mas detalhou acusações contra organizações como a Rede Nacional sobre Cuba. Rubio afirmou que o “terrorismo de extrema esquerda” representa a principal ameaça não estatal após 2001.
O embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba permanece desde a década de 1960, ainda que, ao longo dos anos, tenha sido flexibilizado para algumas áreas, como alimentos e medicamentos. Segundo o documento, a pressão aumentou após um bloqueio de petróleo, aprofundando a crise econômica na ilha. A invasão da Baía dos Porcos e tentativas de assassinato contra Fidel Castro também compõem o histórico do confronto.





