Da redação
A Organização das Nações Unidas estima que cerca de 1,2 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, sendo essa a principal causa de morte entre crianças e jovens de cinco a 29 anos. Em Nova Iorque, líderes, ministros, peritos e ativistas participam até esta terça-feira em reunião de alto nível na Assembleia Geral e no Conselho de Tutela para discutir a segurança viária global. O encontro, convocado pela presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, tem como meta acelerar os compromissos para reduzir pela metade as mortes e feridos no trânsito até 2030.
Segundo as Nações Unidas, a reunião ocorre durante a Década de Ação pela Segurança Rodoviária 2021-2030, alinhada à Declaração Política de 2022 e à preparação para a 4ª Conferência Ministerial Global de 2025, em Marraquexe, Marrocos. As discussões destacam a necessidade de transformar promessas em leis mais rigorosas, ruas mais seguras e sistemas de emergência eficientes. As Nações Unidas afirmam que “a segurança rodoviária é uma prioridade de saúde pública, desenvolvimento e direitos humanos que deve ser institucionalizada em todos os países”.
Em paralelo ao encontro, ocorre a Conferência de Doadores da Parceria do Fundo de Segurança Rodoviária das Nações Unidas, coorganizada por França, Jamaica, pelo enviado especial do secretário-geral para Segurança Rodoviária e pelo Escritório das Comissões Regionais. O objetivo é mobilizar mais de US$ 10,6 milhões para financiar ações essenciais em países de baixa e média renda, responsáveis pela maior parte das mortes no trânsito.
De acordo com as Nações Unidas, a parceria prioriza o planejamento estratégico, a criação de agências nacionais e o envolvimento de sociedade civil, setor privado e movimentos juvenis. Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde realiza evento sobre avanços dos países, apresentando exemplos de implementação de leis e melhorias na segurança viária.





