Da redação
Cortes globais na ajuda humanitária colocam organizações de mulheres no Afeganistão à beira do colapso, dificultando o acesso a serviços essenciais para ao menos 1 milhão de mulheres e meninas desde janeiro de 2025, conforme as Nações Unidas. A redução dos financiamentos, as proibições de emprego e as restrições à mobilidade impostas pelas autoridades locais agravam o problema.
Segundo levantamento da ONU Mulheres com 74 organizações afegãs, quase três quartos dessas entidades sofreram cortes de verba em 2025, e a maioria dispõe de orçamento apenas para seis meses. Mais da metade das associações lideradas por mulheres admitem possibilidade de suspender ou encerrar as operações no próximo ano devido à falta de recursos financeiros e humanos.
Os impactos já são sentidos: 66% das instituições afirmam que grande parte das mulheres e meninas atendidas foi privada de seus serviços. Além disso, houve redução de dois terços no apoio à educação e à geração de renda, enquanto programas de combate à violência de gênero registraram cortes de 58%. A limitação prejudica ainda serviços de saúde mental e iniciativas de capacitação profissional.
Em resposta à crise, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola lançou novo projeto para reforçar meios de subsistência no país. O programa “Financiamento Suplementar da Iniciativa de Resposta a Crises” atenderá 50 mil famílias criadoras de gado em 13 províncias. A ação prevê investimentos em gestão de pastagens, irrigação e acesso a alimentos para cerca de 425 mil pessoas.





