Da redação
O tribunal federal de Nova York anunciou nesta quarta-feira (22) que o julgamento de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, começará em 1º de junho de 2027. Maduro e sua mulher, ambos detidos desde janeiro em uma penitenciária do Brooklyn, são acusados de tráfico de drogas e armas de fogo, acusações que negam.
De acordo com o tribunal, comandos americanos retiraram o casal do complexo residencial em Caracas em 3 de janeiro, em uma operação que envolveu forças navais, aéreas e terrestres. Com o afastamento de Maduro do poder, Delcy Rodríguez assumiu como presidente encarregada da Venezuela e governa sob pressão do governo de Donald Trump, enquanto os Estados Unidos controlam a receita do petróleo venezuelano.
Durante a audiência de cerca de 20 minutos, o juiz Alvin Hellerstein marcou o início do julgamento e agendou uma nova audiência para 17 de novembro, destinada às moções da defesa, como o recurso que questiona a legalidade da captura. Manifestantes pró e contra Maduro se concentraram no entorno do tribunal, exibindo cartazes e faixas com posições divergentes sobre o ex-presidente e sua mulher.
Além do processo criminal, Maduro responde a uma ação civil no Brooklyn, movida por famílias de cinco jovens mortos na Venezuela, que o acusam de ordenar execuções extrajudiciais. O documento afirma que as mortes ocorreram entre 2017 e 2020 por integrantes das Forças de Ações Especiais, dissolvidas em 2021 após denúncias de abusos, e atribui milhares de assassinatos a unidades sob comando do então presidente.





