Da redação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a dívida pública brasileira segue elevada, mas está sob controle e abaixo de patamares observados em diversas economias desenvolvidas. Durigan ressaltou que não existe uma regra internacional fixando limite único para a dívida dos países e defendeu uma análise baseada nas especificidades de cada economia.
Em entrevista, Durigan destacou que, embora o Brasil apresente um endividamento proporcionalmente menor que o de países como Estados Unidos, Japão e China, a situação não é confortável. Segundo o ministro, a dívida bruta brasileira está entre 80% e 81% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto algumas nações atingem índices próximos de 200%.
O ministro explicou que mesmo as projeções “muito conservadoras” do Tesouro Nacional indicam crescimento da dívida até 2030, com posterior tendência de redução em relação ao PIB. Ele afirmou que o principal desafio é impedir o avanço desse endividamento, apontando como maior fator de pressão os juros pagos pelo governo e pela população para financiar a dívida pública.
Durigan também alertou para o cenário internacional de incertezas, citando guerras e tensões geopolíticas, e defendeu a importância da credibilidade fiscal em meio a esse contexto. O ministro afirmou que preparar o país para instabilidade global exige consolidação fiscal e investimento em áreas estratégicas, visando garantir crescimento sustentável e melhores condições de vida, com o objetivo de tornar o Brasil “um porto seguro para o mundo”.




