Da redação
Keiko Fujimori assumiu a Presidência do Peru após vencer Roberto Sánchez por margem estreita de votos, segundo dados oficiais. Aos 51 anos, ela se torna a segunda mulher a ocupar o cargo no país, sucedendo Dina Boluarte. Keiko afirmou receber um país em condição “catastrófica”.
A vitória de Fujimori ocorre após três derrotas eleitorais desde 2011 e sob forte divisão da sociedade peruana, marcada pelo peso do sobrenome Fujimori. Ela sucede oito presidentes desde 2016, segundo especialistas. “Seu sobrenome é uma ‘marca’ bem posicionada, gostem ou não”, declarou Jorge Aragón, cientista político.
Durante a campanha, Keiko defendeu atuar com “ordem” e prometeu mobilizar militares contra organizações criminosas, além de expulsar migrantes que cometerem crimes. Ela prometeu: “Serei eu quem assumirá a liderança para combater os criminosos”. Parte da rejeição ao seu nome decorre tanto do histórico de seu pai, Alberto Fujimori, quanto da influência de seu partido no Congresso.
Keiko foi primeira-dama aos 19 anos, estudou administração nos Estados Unidos e liderou o partido Força Popular. Já foi investigada por suspeita de lavagem de dinheiro no esquema da construtora Odebrecht, tendo ficado mais de um ano em prisão preventiva. Ela é mãe de duas filhas adolescentes e seu nome significa “filha abençoada” em japonês.




