Da redação
A Polícia Federal afirmou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) acompanhou matérias de interesse do Banco Master no Senado. Segundo relatório divulgado após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o senador é investigado no âmbito do inquérito cujo sigilo foi retirado.
O documento da Polícia Federal apresenta conversas entre Wagner, à época líder do Governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. Os agentes sustentam que os diálogos sugerem atuação do parlamentar na chamada “emenda Master”, proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC da autonomia do Banco Central, que aumentaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
De acordo com as investigações, seis dias antes da inclusão da emenda, o publicitário Guilherme Sodré procurou Vorcaro para tratar de um tema urgente, solicitando sigilo, e informou contato com o chefe de gabinete de Wagner para marcar um encontro em Brasília. No dia 13 de agosto de 2024, Lima manteve conversa de 9 minutos com Wagner e, logo após, enviou o link da emenda ao senador. Duas semanas depois, Lima visitou o gabinete do parlamentar e voltou a enviar o texto da proposta.
O relatório aponta ainda que haveria padrão recorrente de mensagens de Lima a Wagner sobre o banco. Segundo a Polícia Federal, o senador teria recebido vantagens econômicas indevidas, como uso gratuito de aeronaves, ingressos para shows, articulação para a compra de um imóvel em Salvador avaliado em R$ 2,45 milhões e repasses à BN Financeira, empresa da família do parlamentar.





