Da redação
O Ministério da Fazenda publicou o Manual Operacional do Quinto Leilão do Eco Invest Brasil, definindo as regras para participação de instituições financeiras na nova rodada do programa, que incentiva projetos de inovação tecnológica em setores estratégicos para a transição ecológica e desenvolvimento industrial. O documento detalha prazos, documentos exigidos e formas de monitoramento dos projetos, conforme as diretrizes da Portaria 1.782 da Secretaria-Executiva da pasta.
A quinta edição do leilão prioriza propostas em áreas como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial nos processos produtivos, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e armazenamento de energia e química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais. O objetivo do programa, segundo o Ministério da Fazenda, é estimular investimentos em tecnologias para descarbonização da economia e aumento da competitividade industrial.
A rodada conta com a criação de três instrumentos financeiros destinados a projetos em diferentes estágios de maturidade tecnológica, buscando aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e investidores. Entre os mecanismos destacados estão a formação de fundos de inovação por cadeia produtiva, crédito corporativo para projetos com maior maturidade comercial e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo tecnológico.
O Eco Invest Brasil foi criado para mobilizar capital privado com recursos públicos, reduzindo riscos por meio do modelo blended finance. Coordenado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da Embaixada do Reino Unido, o programa já viabilizou investimentos, incluindo R$ 127 bilhões nas três primeiras rodadas e R$ 13,2 bilhões na quarta, sendo R$ 9 bilhões destinados à Amazônia Legal.





