Da redação
A Receita Federal apreendeu 1.636 unidades de medicamentos para emagrecimento avaliados em R$ 1,35 milhão no Aeroporto Internacional de Brasília, principal ponto de entrada desses produtos no Distrito Federal, entre janeiro e maio. Segundo a Receita, a tirzepatida foi o princípio ativo mais encontrado nas apreensões, cuja quantidade foi 14 vezes superior à registrada em 2025.
Grande parte desses medicamentos entra no Brasil proveniente do Paraguai sem autorização, em desacordo com as normas sanitárias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a fabricação, importação e comercialização de medicamentos sem registro ou sem comprovação de qualidade, segurança e eficácia. Conforme a Vigilância Sanitária do Distrito Federal, entre janeiro de 2025 e julho de 2026, foram apreendidas 4.919 unidades em fiscalizações, e a maioria dos produtos é considerada irregular por origem desconhecida, contrabando ou manipulação em larga escala por farmácias de outros estados.
De acordo com a Vigilância Sanitária, medicamentos como tirzepatida, semaglutida e retatrutida só podem ser vendidos por farmácias autorizadas, com prescrição médica. A ausência de identificação, rastreabilidade ou irregularidades no rótulo é indício de irregularidade. Durante inspeções, clínicas e estabelecimentos foram autuados por venda irregular e armazenamento inadequado desses produtos, além de serem registradas 555 denúncias referentes a venda ou aplicação irregular em mais de um ano e meio.
Em junho, clínicas investigadas na Asa Sul, Asa Norte e Águas Claras foram alvo da Operação Efeito Rebote, com apreensões de medicamentos sem comprovação de regularidade, sem documentos fiscais, e com inconsistências na rastreabilidade, segundo a Polícia Federal, Anvisa e Vigilância Sanitária. A investigação apura suspeitas de venda e aplicação em desacordo com a legislação, possíveis crimes de falsificação, contrabando e riscos à saúde pública relacionados ao consumo desses produtos.





