Da redação
Para 59% dos eleitores, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, agiu mal ao proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, segundo pesquisa Datafolha realizada em 139 municípios. Outros 36% avaliam que Moraes agiu bem, enquanto 2% consideraram que o ministro não agiu bem nem mal e 4% não souberam responder.
O levantamento indica apoio majoritário à permanência de Bolsonaro em regime domiciliar: 59% são favoráveis, 35% contrários e 6% não sabem. A decisão que restringiu as visitas de Flávio ao pai ocorreu após o senador ler, em evento em 11 de julho, uma carta de Bolsonaro e afirmar que o texto seria divulgado nas redes sociais. Moraes entendeu que o episódio violou ordem judicial sobre o uso de plataformas digitais por parte do ex-presidente.
Flávio chamou a medida de “ilegal, desproporcional, covarde e cruel” e acusou Moraes de interferir nas eleições. A defesa de Bolsonaro recorreu, alegando que as restrições ultrapassam a suspensão dos direitos políticos e atingem a liberdade de pensamento, argumentando também falta de clareza na expressão “visitas com finalidade político-eleitoral” utilizada pelo ministro.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. Entre os que votaram em Lula (PT) no segundo turno em 2022, 35% dizem que Moraes agiu mal; entre os eleitores de Bolsonaro, 32% defendem a restrição ao uso de redes sociais pelo ex-presidente durante a prisão domiciliar. A margem de erro é de dois pontos percentuais.





