Da redação
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) alertou para um golpe em que pessoas usam informações de processos judiciais para se passar por advogados ou representantes de escritórios, solicitando transferências bancárias das vítimas, geralmente por PIX, segundo o órgão.
De acordo com o TJDFT, os contatos normalmente ocorrem por WhatsApp ou e-mail e podem conter dados reais do processo, nomes, fotografias e logotipos. Os golpistas criam senso de urgência, pressionando pelo pagamento imediato sob o pretexto de que o valor seria necessário para liberar recursos judiciais.
O tribunal afirmou que não exige pagamento para cadastrar pessoas nem para liberar valores. A orientação é não efetuar depósitos sem confirmação direta com o escritório, advogado ou com a própria Justiça. O TJDFT também recomendou que possíveis vítimas confirmem 100% da veracidade da cobrança antes de tomar qualquer atitude.
Entre as ações de segurança, o TJDFT reforçou o sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) com identificação de usuário, data e horário em documentos baixados, além da opção de manter dados pessoais em documentos sigilosos. O duplo fator de autenticação reduziu em mais de 50% as tentativas de acesso indevido. O tribunal mantém parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) e compartilha informações com a Polícia Civil para agilizar investigações.





