Da redação
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, concluiu visita ao Chipre após se reunir com autoridades locais e conversar com a população. Segundo Guterres, os moradores da ilha demonstraram desejo de que seus líderes avancem em concessões e encaminhem uma solução para as divisões que persistem no território.
De acordo com Guterres, a resolução da questão cipriota é “absolutamente crucial” para garantir a paz e os interesses dos habitantes, além de contribuir para a estabilidade regional. Ele afirmou que as Nações Unidas “não podem impor a paz”, mas seguem empenhadas em apoiar o diálogo e ações cooperativas. O secretário-geral descreveu os encontros com os líderes greco-cipriota, Nikos Christodoulides, e turco-cipriota, Tufan Erhurman, como “francos e construtivos”.
Guterres relatou que houve convergência nos diálogos e que uma nova reunião será organizada após uma etapa de preparação baseada na construção de confiança e definição de metodologia. Segundo ele, nos próximos meses, está previsto um trabalho conjunto entre as partes envolvidas e os países garantidores — Grécia, Turquia e Reino Unido — para buscar avanços substanciais. O chefe da ONU solicitou ainda que ambos os lados colaborem com a Missão de Paz da organização e respeitem sua autoridade na zona-tampão e nas linhas de cessar-fogo.
O Chipre tornou-se independente do Reino Unido em agosto de 1960, ingressando logo em seguida na ONU. A população é composta majoritariamente por cipriotas gregos e, em menor proporção, cipriotas turcos. Em 1964, foi criada a Força de Manutenção da Paz das Nações Unidas no Chipre para evitar confrontos, função reforçada após o golpe de Estado de 1974 e a posterior divisão da ilha, quando a missão passou a supervisionar a zona-tampão e prestar assistência humanitária às comunidades.





