Da redação
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou o pedido para que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, libere integralmente o acesso dos demais membros da Corte às mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido mais recente ocorre após solicitação do ministro Gilmar Mendes por acesso ao conteúdo, sob o argumento de que manter as informações em segredo “não é compatível com as regras e a praxe de julgamento no âmbito desta Corte”.
Gonet afirmou que “parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate”. O procurador-geral também ressaltou que “a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”.
De acordo com Mendonça, os dados extraídos do aparelho do banqueiro estão em um envelope lacrado em seu gabinete. Horas depois da solicitação, o ministro tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou o acesso integral às mensagens extraídas do celular.
Além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateubriand Filho, o pedido para acesso completo ao conteúdo também foi assinado pelos subprocuradores-gerais André Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira. O procurador-geral concedeu atribuição à dupla para se manifestar nos processos em meio ao impasse entre os ministros do Supremo.





