Da redação
O Ministério Público da Bolívia determinou a prisão do ex-presidente Evo Morales, investigado por supostamente liderar protestos que paralisaram o país por mais de 50 dias. O mandado de prisão foi expedido no âmbito de investigação sobre bloqueios de rodovias, segundo o procurador-geral do Estado, Roger Mariaca.
Entre maio e junho, a Bolívia registrou manifestações de rua e bloqueios contra o governo de Rodrigo Paz. Camponeses, trabalhadores e outros setores protestaram contra a falta de solução para a pior crise econômica em quatro décadas, sendo La Paz e El Alto as cidades mais atingidas.
Durante as manifestações, o governo denunciou tentativa de desestabilização da ordem democrática e atribuiu a Morales a responsabilidade pelas ações. Os protestos resultaram em desabastecimento de alimentos, escassez de medicamentos e longas filas em postos de combustíveis.
A investigação foi aberta após denúncia do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, entidade formada por empresários e lideranças civis, por supostos crimes de terrorismo e levante armado, com adesão posterior do Ministério do Governo. Este é o segundo mandado de prisão em vigor contra Morales, que se encontra foragido desde outubro de 2024 na região de Chapare, protegido por agricultores.





