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Empresas promovem reflorestamento com espécies nativas e créditos de carbono no sul da Bahia

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Da redação

Empresas no sul da Bahia atuam para restaurar a mata atlântica com o plantio de árvores nativas e geração de créditos de carbono. A Symbiosis Investimentos, que opera em Porto Seguro desde 2010, ampliou sua produção anual de mudas de 100 mil para 3,9 milhões, combinando restauração florestal e produção sustentável de madeira. Alan Batista, diretor financeiro da companhia, destaca que “é um resgate, quase uma reparação histórica”.

A Symbiosis firmou parceria com a Apple em 2023 para fornecimento de créditos de carbono por meio do Restore Fund, mecanismo que envolve também o Goldman Sachs e a Conservação Internacional. O primeiro financiamento do Fundo Clima a um projeto de silvicultura com espécies nativas, no valor de R$ 77 milhões, foi concedido em 2025 à empresa. A companhia administra 12 fazendas, totalizando cerca de cinco mil hectares, metade dedicada a plantios comerciais e a outra metade conservada.

A produção florestal concentra-se em espécies raras como peroba-rosa, braúna e pau-brasil. Batista afirma que o objetivo da empresa é manter a cobertura florestal, cortando em torno de 30% dos indivíduos a cada cinco anos. Segundo o diretor, a Symbiosis deve emitir em breve os primeiros oito mil créditos de carbono certificados pela Verra, parte deles para a Apple, e prevê alcançar um milhão de créditos em 15 anos.

Já o projeto Muçununga, da empresa Biomas, implantado em Itagimirim, foi iniciado em 2025 e prevê restaurar 1.242 hectares, dos quais cerca de 500 já receberam plantio de árvores. A Biomas, criada por Itaú, Marfrig, Rabobank, Santander, Suzano e Vale, atua em oito municípios e projeta restaurar dois milhões de hectares em vinte anos, empregando atualmente 105 espécies diferentes e parcerias com entidades como a Carbon2Nature.