Da redação
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que restabeleça a condenação de Adriana Villela pelo Tribunal do Júri e determine o cumprimento imediato da pena. O pedido será analisado pela Sexta Turma do STJ durante julgamento dos embargos de declaração apresentados pelo MPDFT no processo conhecido como “Crime da 113 Sul”.
O julgamento dos embargos ocorreu após o ministro Carlos Pires Brandão destacar o recurso para sessão presencial, transferindo a análise iniciada em sessão virtual. Nos embargos de declaração, o MPDFT argumenta que a decisão do STJ contém omissões, contradições e obscuridades e, por isso, pede a correção e o restabelecimento da condenação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou e apresentou parecer favorável à posição do MPDFT.
Adriana Villela foi condenada em 2019 pelo Tribunal do Júri de Brasília a 61 anos de prisão, sendo apontada como mandante do assassinato dos pais, o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, além de Francisca Nascimento da Silva, funcionária da família. Posteriormente, por maioria de três votos a dois, a Sexta Turma do STJ acatou recurso da defesa, anulou a condenação e ordenou a reabertura da fase de produção de provas.
O triplo homicídio ocorreu em agosto de 2009, na residência da família, na 113 Sul, em Brasília. O julgamento realizado em 2019 pelo Tribunal do Júri teve duração de dez dias e foi registrado como a mais longa sessão de julgamento da história do Distrito Federal, conforme informações oficiais.





