Da redação
O grupo BRICS manifestou preocupação sobre o aumento das tensões no Oriente Médio e condenou o uso de sanções não autorizadas pela Organização das Nações Unidas durante reunião em Nova Délhi. Segundo declaração conjunta, o bloco busca fortalecer sua posição em temas globais considerados dominados pelo Ocidente.
Os líderes, incluindo o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, expressaram preocupação com ataques deliberados a infraestruturas civis e instalações nucleares sob salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU. Para eles, a segurança nuclear deve ser mantida mesmo durante conflitos armados. A declaração foi interpretada, conforme relatos, como uma crítica indireta aos Estados Unidos e a Israel por ataques contra instalações nucleares iranianas.
O BRICS também criticou sanções unilaterais não aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, sem citar países específicos. A Rússia, que integra o grupo, é alvo de sanções ocidentais desde o início do conflito com a Ucrânia em 2022. A declaração afirma: “Apelamos para a eliminação de tais medidas ilegais, que minam o direito internacional e os princípios e propósitos da Carta da ONU”.
A cúpula deste ano ocorre na Índia, com a presença dos presidentes Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China), Masoud Pezeshkian (Irã) e líderes de outros oito países membros. O BRICS debate desafios como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, as tensões entre Estados Unidos e China e o risco de ampliação da guerra no Irã diante do agravamento dos confrontos entre Arábia Saudita e Houthis do Iêmen.





