Início Política Lula lança candidatura à reeleição sob investigações e pressão por agenda econômica

Lula lança candidatura à reeleição sob investigações e pressão por agenda econômica

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Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve sua candidatura à reeleição oficializada em convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo. Lula busca o quarto mandato ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador de São Paulo e ex-ministro. Segundo pesquisas Genial/Quaest, o petista lidera a disputa em Minas Gerais e disputa voto a voto no Rio de Janeiro, mas está atrás em São Paulo.

A campanha, porém, já enfrenta crises envolvendo aliados e familiares do presidente. Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula, é investigado pela Polícia Federal em inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Lula afirmou que Lulinha deve ser investigado “como filho de qualquer pessoa” e declarou que não haverá privilégios. “Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele estiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter”, disse o presidente.

Outro foco de desgaste para a campanha é a investigação da Polícia Federal sobre o senador Jaques Wagner (BA), ex-líder do governo no Senado, por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master. Documentos tornados públicos pelo ministro André Mendonça apontaram 74 ligações telefônicas entre Wagner e o banqueiro Augusto Lima, investigado por supostas fraudes financeiras. Wagner nega as acusações e afirma que provará inocência. Aliados petistas veem risco de exploração política do caso na disputa eleitoral.

Para consolidar palanques nos principais estados, o PT anunciou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrendo ao Senado. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) disputa o governo, com Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) para o Senado. Em Minas Gerais, o partido ainda define a vaga de vice na chapa de Patrus Ananias ao governo, mantendo Marília Campos (PT) como candidata confirmada ao Senado. As discussões se intensificam em meio às demandas por um programa econômico mais detalhado, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendendo proposta para endurecer as regras fiscais e conter despesas, diante do crescimento da dívida pública, que fechou junho em R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB.