Da redação
A economia verde pode gerar mais de 3,3 milhões de empregos na África até 2030, desde que haja investimentos em qualificação e desenvolvimento da força de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho. O continente enfrenta o desafio de absorver milhões de jovens que ingressam anualmente no mercado de trabalho.
Segundo a mesma fonte, entre dez e doze milhões de jovens africanos entram no mercado de trabalho todos os anos, mas apenas cerca de três milhões de empregos formais são criados no mesmo período. Isso resulta em grande número de jovens desempregados ou em postos informais e de baixa produtividade.
A África deverá contar com cerca de 850 milhões de jovens até 2050, o que representa uma das maiores reservas de capital humano do mundo. Conforme especialistas, sem aumento expressivo da produtividade, a região corre o risco de crescimento do desemprego, da desigualdade e de instabilidade social, o que pode comprometer o desenvolvimento sustentável.
Governos, pesquisadores e organismos parceiros concentram-se atualmente em fortalecer indústrias e ampliar o financiamento e os mercados regionais. A expansão das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial, além do crescimento dos setores de economia verde e criativa, contribui para novas oportunidades econômicas. Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento apontam que a economia criativa africana já movimenta cerca de 60 bilhões de dólares por ano.





