Por Alex Blau Blau
PT e PL confirmam candidaturas próprias ao governo mineiro após negociações frustradas com nomes considerados prioritários
Os dois principais grupos da disputa pela Presidência da República chegam à campanha em Minas Gerais com candidatos ao governo estadual definidos, mas diferentes daqueles que inicialmente pretendiam lançar. Após tentativas sem sucesso de atrair lideranças consideradas estratégicas, PT e PL recorreram a alternativas dentro de seus próprios quadros para garantir presença no segundo maior colégio eleitoral do país.
Pelo lado petista, o deputado federal Patrus Ananias foi confirmado como candidato ao governo de Minas. A definição ocorreu depois que não avançaram as negociações para uma candidatura do ex presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Também não prosperou a possibilidade de lançar a ex prefeita de Contagem, Marília Campos, na liderança da chapa.
No campo do PL, a escolha recaiu sobre o empresário Flávio Roscoe. A decisão foi tomada após o senador Cleitinho Azevedo desistir de disputar o governo estadual. Além disso, o partido enfrentou dificuldades para consolidar uma aliança em torno do ex deputado federal Marcelo Aro, o que levou a legenda a apostar em um novo nome.
Apesar de assegurarem palanques para os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, as duas candidaturas ainda enfrentam desafios importantes para ampliar sua competitividade.
Patrus inicia a campanha sem o apoio de partidos de peso que poderiam fortalecer sua coligação, enquanto Roscoe terá a missão de ampliar seu reconhecimento entre os eleitores e buscar a união de diferentes grupos da direita, hoje divididos entre apoiadores de Cleitinho, da candidatura de Marcelo Aro e do governador Mateus Simões, que tenta a reeleição.
A disputa ganhou novos contornos após a saída de Cleitinho da corrida eleitoral. O senador aparecia à frente nos levantamentos de intenção de voto e sua ausência deixou o cenário mais aberto para os demais concorrentes.
Com mais de 16 milhões de eleitores, Minas Gerais continua sendo um dos estados mais estratégicos das eleições presidenciais. Diante desse peso político, PT e PL pretendem intensificar as articulações para ampliar suas alianças e fortalecer seus candidatos durante a campanha eleitoral.





