Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou a parlamentares do PSOL e da Rede que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A declaração foi feita em reunião no Palácio da Alvorada para oficializar o apoio da federação à candidatura do petista à reeleição.
Segundo relatos de dois participantes, Lula defendeu uma articulação internacional para encerrar a guerra na Ucrânia e criticou novamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O presidente afirmou ter conversado nos últimos dias com Xi Jinping, presidente da China, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, sobre o conflito. Não foi informado se a conversa com Trump incluirá outros temas da relação bilateral, marcada por medidas como a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos a produtos brasileiros e a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não respondeu sobre a previsão do telefonema. Conforme pessoa que acompanha as negociações, ainda não há data definida para o contato. Mais cedo, Lula havia declarado em entrevista que pretendia falar com Trump, sem mencionar um prazo.
Durante a reunião, Lula abordou também o risco de interferência externa nas eleições brasileiras, citando nominalmente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio. O presidente avaliou que a eleição será difícil, defendeu prioridade para áreas como educação, ciência, tecnologia, defesa e políticas para a terceira idade, e criticou o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares.





