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Ex-ministros de Jair Bolsonaro seguem caminhos diversos entre política, setor privado e Justiça


Da redação

Flávio Bolsonaro, senador, optou por não dar protagonismo a ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro na composição de sua própria equipe e busca montar um grupo independente. A maior parte desses antigos auxiliares se afastou do núcleo da família e, em muitos casos, da vida pública, conforme levantamento recente.

Alguns ex-ministros, como Onyx Lorenzoni (PL-RS), Marcelo Queiroga (PL-PB), João Roma (PL-BA) e Osmar Terra (PL-RS), disputam mandatos legislativos, enquanto nomes como Ciro Nogueira (PP-PI) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) buscam manter ou ampliar cargos eletivos. Já integrantes como Jorge Oliveira e Wagner Rosário assumiram funções em tribunais de contas. Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (PL-DF) e Marcos Pontes (PL-SP) ocupam vagas no Senado.

Parte dos ex-titulares de ministérios, como Walter Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, cumprem pena em decorrência das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. Sergio Moro, ex-ministro da Justiça, é candidato ao governo do Paraná pelo PL e lidera pesquisas, apesar de ser questionado pela reaproximação com a família Bolsonaro.

Outros ex-ministros migraram para o setor privado ou para consultorias, como Bruno Bianco, Bento Albuquerque, Adolfo Sachsida e Luiz Henrique Mandetta. Ricardo Salles afastou-se do grupo de Bolsonaro e concorre ao Senado por São Paulo pelo Novo. Abraham Weintraub e Milton Ribeiro, ambos ex-Titulares da Educação, deixaram a vida pública. Já Ernesto Araújo reside no exterior após afastar-se da política.