Da redação do Conectado ao Poder
Educador condenado pelo homicídio da ex-companheira aguarda cumprimento de mandado de prisão desde junho
Igor Azevedo Bomfim, ex-professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, de 46 anos, permanece foragido após ter a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) em 29 de junho. Segundo informações oficiais, ele foi condenado a mais de dez anos pelo assassinato de sua ex-companheira, Mayara de Souza Lisboa Azevedo, de 22 anos, ocorrido em Santa Rita de Cássia, no oeste do estado.
De acordo com registros do caso, Mayara foi morta a tiros enquanto tomava banho em 2 de novembro de 2010. Bomfim se apresentou espontaneamente à delegacia do estado doze dias depois do crime e confessou o assassinato, alegando ter agido em “defesa da honra”, argumento tradicionalmente utilizado em crimes contra mulheres.
O Supremo Tribunal Federal considerou a tese da “defesa da honra” inconstitucional em 2023, por entender que ela viola princípios fundamentais da Constituição, entre eles o direito à vida, a dignidade da pessoa humana e a igualdade de gênero. Assim, o argumento passou a ser proibido para absolver ou reduzir penas em feminicídios.
Bomfim foi condenado em 2013, mas permaneceu em liberdade durante a tramitação dos recursos. O caso só transitou em julgado em 2024, quando ele já era professor temporário na rede pública do Distrito Federal havia mais de três anos. Após decisões do Superior Tribunal de Justiça e solicitações de habeas corpus pela defesa, Igor Azevedo Bomfim não foi localizado e segue com mandado de prisão em aberto.





