Da redação
A governadora Celina Leão (PP) foi alvo de críticas dos demais concorrentes durante sabatina promovida no auditório de um jornal de Brasília, evento realizado em parceria com o Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal e a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, com mediação de jornalistas. Todos os 11 pré-candidatos ao governo participaram, apresentando propostas para o Distrito Federal e debatendo soluções para problemas locais.
Durante sua participação, Celina destacou políticas em andamento e afirmou que tem buscado cortar gastos e equilibrar as contas públicas, diferenciando sua gestão da anterior, comandada por Ibaneis Rocha (MDB). “O governo anterior falhou, deixou o descontrole acontecer (nas contas públicas)”, disse. Celina ressaltou que “herdou” questões relacionadas à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e ao déficit orçamentário, mas que está resolvendo os problemas. Declarou ter cortado 25% dos contratos via decretos e que transferirá o gabinete para o antigo Centrad.
Questionada sobre cargos comissionados na vice-governadoria, negou irregularidades e afirmou que há duas secretarias vinculadas ao cargo. No debate, José Roberto Arruda (PSD) comparou sua situação jurídica à da governadora, que rebateu: “Ele foi preso, ele não pode se comparar com uma pessoa que é ficha limpa, como eu. Eu nunca tive uma condenação, ele teve condenação em primeira e segunda instâncias.”
Entre as propostas defendidas, Celina afirmou ter priorizado a contratação de médicos para a atenção básica e anunciou planos para reajustar salários da saúde após o período eleitoral. Sobre educação, destacou a contratação de Thiago Peixoto como secretário, as obras em creches e melhorias planejadas para professores. Na área de mobilidade, informou que há licitações para expansão do metrô, além de projetos para VLT e cercamento digital para monitoramento de segurança pública.





