Da redação
Dois integrantes de um grupo investigado por fraudes em falsas locações de imóveis foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal durante a Operação Locação Fantasma. A operação foi deflagrada após a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos identificar vítimas no Distrito Federal e em outros estados. Conforme a investigação, os suspeitos agiam principalmente por meio de anúncios e negociações feitas pela internet.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos anunciavam imóveis por valores considerados atrativos ou abaixo dos praticados no mercado, com o objetivo de estimular pagamentos ágeis antes que os interessados verificassem a legitimidade da oferta. O levantamento policial aponta 39 ocorrências registradas somente em 2026, com prejuízos superiores a R$ 65 mil para as vítimas.
Os investigadores apuraram que o grupo utilizava contratos de aluguel falsificados, que traziam supostas assinaturas eletrônicas atribuídas ao sistema SOU.GOV, para conferir aparência de legalidade às transações. Após o pagamento de valores referentes à reserva, caução ou aluguel antecipado, os envolvidos interrompiam o contato, deixando os clientes sem o imóvel e sem o dinheiro investido.
Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. A Polícia Civil mantém as buscas para identificar outros participantes do esquema e possíveis vítimas. Os envolvidos podem responder judicialmente por estelionato eletrônico, associação criminosa e falsificação de documento, crimes que, somados, preveem até 16 anos de prisão e multa. A corporação recomenda que interessados em locação desconfiem de valores muito abaixo do mercado, validem a identidade do locador, verifiquem a situação do imóvel e confirmem a autenticidade do contrato antes de qualquer pagamento antecipado.





