Da redação
A bancada do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que paute propostas que o governo federal considera prioritárias. Entre os temas estão o fim da jornada 6×1, mudanças na gestão da segurança pública e o projeto sobre exploração de minerais críticos. A decisão unânime da bancada foi comunicada pelo líder Eduardo Braga (AM) e conta com apoio inclusive de independentes, como o senador Alessandro Vieira (SE).
Segundo Braga, o objetivo do grupo é que Alcolumbre encaminhe as matérias para a Comissão de Constituição e Justiça, permitindo a votação em caráter de urgência no plenário, antes das eleições. O apoio do MDB se refere à inclusão na pauta e não ao mérito dos projetos. O partido também busca alianças com outras legendas para fortalecer a reivindicação, especialmente com o Partido Social Democrático (PSD), liderado por Omar Aziz (AM).
As movimentações ocorreram após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre, realizada no Palácio da Alvorada. Apesar do encontro sinalizar reaproximação, Alcolumbre não garantiu que as propostas prioritárias do governo serão votadas antes das eleições de outubro, de acordo com lideranças presentes.
Juntos, MDB e PSD reúnem 23 parlamentares no Senado, formando um bloco superior à bancada do Partido Liberal (PL), que soma 16 senadores. O governo espera explorar politicamente o avanço das propostas na campanha de Lula à reeleição, mas enfrenta resistência quanto ao calendário de votação das matérias no Senado.





