Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, incluiu no plano de governo o combate e a prevenção a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), visando abordar durante a campanha o caso de descontos fraudulentos que envolveu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o plano, a responsabilidade pelo esquema é atribuída à gestão petista, enquanto o governo Jair Bolsonaro (PL) é isentado de culpa. A proposta prevê reedição de um pacote antifraude inspirado em medida provisória do governo anterior, além de revisão dos mecanismos de autorização dos descontos consignados.
De acordo com auxiliares da campanha, o caso Lulinha e o escândalo do INSS devem ser centrais para desgastar Lula. Por esse motivo, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS e autor do pedido de indiciamento de Lulinha, foi escolhido como candidato a vice-presidente. O texto cita uma “explosão de descontos indevidos” em 2023 e 2024, com valores triplicados, e afirma que a oposição teria aprovado o fim definitivo desse tipo de desconto após resistência do governo petista.
O Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha, conforme decisão dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. Também vieram à tona pagamentos da empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que é amigo do filho de Lula. Em abril de 2025, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União realizaram operação contra descontos associativos não autorizados, apontando R$ 6,3 bilhões em descontos entre 2019 e 2024.
Entre onze entidades investigadas na operação, cinco firmaram acordos com o INSS durante o governo Bolsonaro. Relatório final da CPI apontou que mudanças internas e decretos ampliaram o acesso das entidades ao sistema, tornando os descontos indevidos prática sistêmica. O desconto associativo em aposentadorias remonta a gestões anteriores, mas atingiu valores bilionários a partir de 2022, com políticas que impediram maior rigor nas regras.





