Da redação
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou a pressão de instituições não bancárias para acessar o Fundo Garantidor de Crédito na captação de varejo. Galípolo declarou que empresas buscam autorização para operar como bancos sem apresentar ativos suficientes, durante evento de comemoração aos 30 anos do FGC, em São Paulo.
Segundo Galípolo, esse comportamento deve ser coibido pelos reguladores. Ele afirmou: “Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas”. O presidente do BC argumentou que empresas de intermediação concorrem com regras mais brandas, prazos maiores e menor necessidade de garantias.
Galípolo explicou que, mesmo bancos sujeitos a equilíbrio entre captação e empréstimos, estão expostos a riscos de inadimplência e de liquidez. “Nessas condições, para você tentar conter esse tipo de corrida, o fundo garantidor exerce um papel essencial”, destacou ele, ressaltando a importância do FGC para a estabilidade do sistema financeiro.
O Fundo Garantidor de Crédito foi criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos investidores e garantir estabilidade ao sistema financeiro, especialmente após o Plano Real. O fundo reembolsa depósitos e alguns investimentos até o limite de R$ 250 mil por cadastro, com teto global de R$ 1 milhão em quatro anos, e recentemente cobriu aproximadamente R$ 40,6 bilhões em garantias de 1,6 milhão de credores do Banco Master.





