Da redação
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que as Forças Armadas americanas se preparam para atuar em território de países aliados no combate a organizações de narcotráfico na América Latina. Hegseth declarou essa intenção durante viagem ao Panamá, conforme informações oficiais.
Segundo o secretário, Washington pretende aplicar na região estratégias desenvolvidas contra grupos terroristas em outros continentes, replicando em terra os efeitos de ataques a embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico. Hegseth afirmou que os Estados Unidos trabalham junto a Equador, Colômbia e outros parceiros para enfrentar organizações criminosas que, em parceria com governos locais, serão consideradas alvos “legítimos” das operações militares americanas.
A oposição e grupos de direitos humanos criticaram tais ações, classificando-as como ilegais e alertando para possíveis riscos de mortes de civis. Hegseth, no entanto, destacou que “em qualquer lugar em que vocês [grupos terroristas] trafiquem drogas, em que ameacem o povo americano ou nossos parceiros, vocês são um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda”. O Brasil, por não ter reconhecido a designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, ficaria a princípio fora do escopo dessas operações.
As operações serão coordenadas pelos comandos militares americano responsáveis pela região, o Comando Sul, encarregado da América Latina e Caribe, e o Comando Norte, responsável por México, Estados Unidos e Canadá. O anúncio ocorreu após o presidente Donald Trump assinar um decreto autorizando empresas privadas americanas a realizar operações cibernéticas contra redes criminosas transnacionais, desde que cumpram critérios do novo programa federal.





