Da redação
As autoridades da Colômbia intensificam as buscas por centenas de desaparecidos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país. Máquinas pesadas removem escombros em locais onde já se descarta a possibilidade de sobreviventes. Segundo o presidente Abelardo de la Espriella, há 281 mortos, mais de 3.900 feridos e 379 desaparecidos. Conforme David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, “a probabilidade de encontrar sobreviventes está se esgotando”.
Em regiões como Cali e a área cafeeira, famílias desabrigadas improvisaram acampamentos em praças e ruas. Diversos moradores relatam incerteza quanto ao acesso a auxílio e à realocação, como María del Carmen Rodríguez, de 72 anos, que perdeu seu apartamento e agora dorme em um campo de futebol. Tremores secundários e danos estruturais às residências agravam as operações, e voluntários auxiliam mesmo diante das dificuldades.
O presidente De la Espriella decretou “emergência econômica”, medida que possibilita criar impostos e alterar o orçamento federal. Também foi anunciado um fundo, com recursos internacionais, voltado ao atendimento das vítimas. O governo convocou empresas privadas e a comunidade internacional para colaborarem com alimentos, água, medicamentos e apoio logístico. No município de San José del Palmar (Chocó), região considerada uma das mais pobres do país e epicentro do tremor, equipes oficiais já concluíram a fase de resgate.
O apoio internacional motivou críticas. Segundo o chanceler Omar Bula, a Colômbia recebeu socorristas de direita, enviados por Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, sem “nenhuma consideração ideológica ou política”. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que socorristas militares mexicanos foram vetados por questões de certificação. As autoridades locais pedem às guerrilhas que permitam a entrada de auxílio humanitário nas áreas afetadas.





