Por Alex Blau Blau
Investigação apura suspeitas relacionadas à concessão de licenças ambientais e outros possíveis crimes envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta feira, 14 de agosto, a segunda fase da Operação Sem Refino, investigação que apura possíveis irregularidades relacionadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O ex governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, do PL, está entre os alvos de busca e apreensão.
Ao todo, 16 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro.
A investigação apura suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais e possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e práticas contra a ordem econômica relacionadas ao comércio de combustíveis.
Também estão entre os alvos Bernardo Rossi, ex secretário de Meio Ambiente, José Mauro Junior, ex secretário de Transformação Digital, além de empresários, advogados e outros investigados.
Operação está na segunda fase
A primeira etapa da Operação Sem Refino ocorreu em 15 de maio e também teve Cláudio Castro entre os alvos. Na ocasião, as autoridades apreenderam armas e aproximadamente R$ 1,1 milhão em moedas estrangeiras.
As investigações também alcançaram o desembargador Guaraci de Campos Vianna, afastado após suspeitas relacionadas a decisões que teriam favorecido interesses do grupo Refit em disputas envolvendo tributos e o funcionamento da empresa.
O grupo empresarial, comandado por Ricardo Magro, acumula, segundo a Receita Federal, mais de R$ 26 bilhões em dívidas tributárias.
No decorrer das investigações, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas.
Cláudio Castro deixou o Governo do Rio de Janeiro em março deste ano para buscar uma candidatura ao Senado. As suspeitas investigadas na Operação Sem Refino seguem sob apuração e a realização das buscas não representa, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.





