Da redação
A Organização Mundial da Saúde publicou um novo mapeamento sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde e na migração global, em lançamento virtual que reuniu mais de 300 participantes de 75 países. O relatório aponta áreas prioritárias em países lusófonos, com destaque para Pemba, Moçambique, que sofre com eventos climáticos extremos e instabilidades que dificultam o acesso a cuidados médicos básicos.
A pesquisa contou com colaboração de Ana Corte-Real, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, e profissionais vinculados à Organização Internacional para Migrações. De acordo com o estudo, compreender as dinâmicas dos fluxos migratórios regionais, especialmente na África Lusófona e América Latina, é fundamental, sendo que o Brasil aparece como país de trânsito e destino para migrantes deslocados por questões climáticas.
O relatório integra políticas públicas e evidências científicas sobre emergência climática, mobilidade humana e saúde, e foi elaborado através do Global Research Prioritization Exercise, com 59 especialistas multidisciplinares. Entre as prioridades de pesquisa destacam-se a insegurança alimentar, acesso à água potável, saneamento básico e traumas psicológicos em populações migrantes.
O documento também recomenda o desenvolvimento de estratégias para inclusão dos migrantes nos registros nacionais de saúde e atenção primária, intervenções diante de desastres de início rápido ou lento e implantação de sistemas de alerta. Outra orientação é a consolidação de estatísticas considerando gênero, idade e condição migratória.





