Da redação
Hugo Souza, goleiro do Corinthians, afirmou ter sido alvo de injúrias raciais por parte de torcedores do Rosario Central durante o empate por zero a zero no Estádio Gigante de Arroyito, pelas oitavas de final da Libertadores. Após a partida, o jogador relatou aos jornalistas ter sido chamado de “macaco”. O Rosario Central contestou a denúncia, declarou que solicitará uma investigação oficial da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e disse não ter identificado imagens que confirmem o episódio no local indicado pelo atleta.
Em comunicado divulgado, o Rosario Central afirmou que pedirá à Conmebol provas dos supostos insultos, alegando que “a discriminação é um tema sério demais para ser utilizada como uma artimanha a serviço da conveniência esportiva”. O clube também informou que solicitará ao árbitro da partida registros que ajudem na apuração do caso.
Por outro lado, o Rosario Central acusou torcedores do Corinthians de atos considerados racistas, discriminatórios e provocativos, incluindo a exibição de cédulas de dinheiro e de uma camisa da seleção da Espanha durante o jogo. Segundo a direção argentina, tais atitudes configuram zombaria e provocação ao clube e à torcida, especialmente em referência à derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa de 2026.
O clube argentino declarou ainda que conduz investigação interna sobre possíveis atos de violência ou discriminação praticados por seus torcedores e garantiu adotar punições, caso sejam identificados responsáveis. A partida de volta entre as equipes será disputada na Neo Química Arena, e, em caso de novo empate, a classificação às quartas de final será decidida nos pênaltis.





