Da redação
A campanha eleitoral para o Palácio do Buriti foi aberta, com 2,2 milhões de eleitores aptos a votar no Distrito Federal. Segundo pesquisa do ObservaDF, realizada pelo Departamento de Estatística da Universidade de Brasília com dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral em 20 de julho, mulheres representam 54,1% do eleitorado, totalizando cerca de 1,1 milhão. O estudo indica envelhecimento da população votante e redução no número de jovens de 16 a 17 anos, que caiu 38,7% em relação a 2022.
De acordo com a professora Ana Maria Nogales, as demandas do eleitorado feminino e o enfrentamento da violência contra a mulher devem estar entre as principais pautas dos candidatos. O levantamento também mostra crescimento de 31% no número de eleitores com mais de 70 anos comparado a 2022, indicando necessidade de atenção às políticas de saúde. Ana Maria destacou que regiões de alta renda concentram 18% dos votantes, enquanto áreas de renda média alta, média baixa e baixa reúnem, respectivamente, 32%, 30,4% e 19,7% do total, com pautas distintas como mobilidade urbana em regiões mais pobres.
A composição socioeconômica reflete desigualdades marcantes. Nas regiões de alta renda do Distrito Federal, 63,4% dos eleitores são brancos e 58,2% têm ensino superior. Já nas regiões de baixa renda, 75,3% dos votantes são pretos ou pardos, 27,1% não concluíram o ensino fundamental, e 48,2% têm menos de 40 anos. Em relação ao Brasil, o eleitorado do DF apresenta maior escolaridade: apenas 0,8% são analfabetos ante 3,5% da média nacional.
Segundo o cientista político Leandro Gabiati, a campanha se concentrará em temas como segurança pública, saúde e mobilidade, além das consequências do caso BRB/Master. Enquanto a governadora Celina Leão (PP) busca reeleição apoiada por ampla coligação, adversários como Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), José Roberto Arruda (PSD) e Paula Belmonte (PSDB) tentam captar o voto de um eleitorado que, conforme pesquisas, permanece majoritariamente indeciso. A população local aponta como prioridades saúde, segurança pública, mobilidade, distribuição de renda e geração de empregos.



