Da redação
O Partido dos Trabalhadores realizou o lançamento de uma campanha com foco na figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, com formato semelhante ao quadro televisivo “Arquivo Confidencial”, teve como objetivo evidenciar que, segundo avaliações internas, o lulismo sustenta a força do PT na disputa presidencial.
De acordo com dirigentes do partido, a percepção de que a legenda perde força sem Lula vem sendo discutida em Brasília. O diagnóstico se apoia em pesquisas eleitorais nos estados do Nordeste, onde o PT tradicionalmente obtém desempenho elevado, mas que atualmente apresentam sinalizações distintas entre a popularidade de Lula e a do próprio partido.
Entre os seis candidatos petistas aos governos estaduais no Nordeste, apenas Rafael Fonteles, do Piauí, aparece em situação confortável para disputar a reeleição, com chances de vitória no primeiro turno, conforme levantamento citado. Nos outros estados, candidatos como Felipe Camarão, no Maranhão, dependem de alianças frágeis. Cadu Xavier, no Rio Grande do Norte, está atrás nas sondagens. Elmano de Freitas, no Ceará, e Jerônimo Rodrigues, na Bahia, enfrentam disputas acirradas contra Ciro Gomes e ACM Neto, respectivamente.
Esse cenário indica que, conforme apontado por pesquisas internas, há uma separação crescente na preferência do eleitorado tradicional do PT entre o partido e o ex-presidente Lula. O quadro é motivo de preocupação para lideranças petistas diante das próximas eleições e da possibilidade de redução da influência da legenda na ausência do principal líder.






