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Fundador das Casas Bahia, Samuel Klein foi acusado de exploração sexual de adolescentes


Da redação

Samuel Klein, fundador da Casas Bahia, foi alvo de acusações de exploração sexual a partir dos anos 1990, conforme relatos reunidos pela Agência Pública em 2021. Saul Klein, filho de Samuel, foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 30 milhões por tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo sexual.

Segundo o processo, investigação do Ministério Público do Trabalho indicou que Saul aliciava jovens entre 16 e 21 anos com promessas de trabalho como modelos e, depois, as submetia a exploração íntima. Os autos apontam que as vítimas eram levadas ao sítio do empresário e teriam sofrido restrição de liberdade, violência psicológica e vigilância armada.

O processo registra relatos de relações forçadas e doenças sexualmente transmissíveis contraídas pelas mulheres. Saul se tornou réu em ação criminal após denúncia do Ministério Público de São Paulo, aceita pela 2ª Vara Criminal de Barueri, que apura acusações de exploração sexual de mulheres e organização criminosa. O caso segue sob segredo de Justiça.

O projeto de lei chamado “PL Caso Klein” busca ampliar de três para 20 anos o prazo de prescrição para ações civis de reparação relacionadas a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado. Desde então, a atuação da família Klein precede a crise financeira das Casas Bahia, que, atualmente, tem Raphael Klein no Conselho de Administração e enfrenta dívidas de R$ 17,3 bilhões, com plano de fechar 298 lojas.