Da redação
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral que não identificou irregularidade na foto escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a urna eletrônica, na qual ele aparece usando um chapéu-panamá. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o acessório não tem “conotação de propaganda eleitoral” nem dificulta o reconhecimento do candidato.
No parecer enviado ao tribunal, Espinosa escreveu que “a permissão da indumentária na fotografia do candidato é a solução que melhor atende ao pluralismo político, que, como fundamento do Estado Democrático de Direito, tem relevo especial na aplicação do direito eleitoral”. A resolução da Corte determina que a imagem deve ser frontal e em busto, com “trajes adequados para fotografia oficial”, proibindo elementos cênicos ou adornos associados a propaganda eleitoral ou que possam dificultar a identificação.
Esta é a primeira vez que Lula usa o chapéu-panamá em uma corrida presidencial. Conforme sua assessoria de imprensa, o presidente adotou o acessório por recomendação médica após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo, em abril. Lula tem 80 anos.
O chapéu-panamá se popularizou no século XX, durante a construção do Canal do Panamá, sendo utilizado por trabalhadores e pelo então presidente americano Theodore Roosevelt como proteção solar. Apesar do nome, o adereço era produzido no Equador e exportado pelo Panamá, o que motivou a associação ao país.



