Da redação
O Benfica anunciou a contratação em definitivo de Alan Santos, atacante de 19 anos que pertencia ao Flamengo. Conforme divulgado pelo clube português, o jogador integrará inicialmente a equipe sub-23. De acordo com informações do Flamengo, o clube carioca não recebeu compensação financeira imediata, mas manteve 50% dos direitos econômicos do atleta.
A transferência de Alan Santos repete um modelo já utilizado sob a gestão de José Boto no futebol do Flamengo, que já liberou outros seis jogadores da base para a Europa sem receita imediata. Entre os nomes estão Caio Barone, Lucas Furtado, Carbone, Kaio Nóbrega e Rayan Lucas. Em todos os casos citados, o Flamengo preservou porcentagem nos direitos econômicos dos atletas visando retorno financeiro em futuras transferências.
O caso de Victor Hugo ilustra discussão semelhante. Conforme registros do clube, em julho de 2025, José Boto encaminhou a saída do jogador para o Famalicão, de Portugal, também sem compensação imediata, mas a forte reação interna impediu a transferência. Meses depois, o Flamengo negociou Victor Hugo em definitivo com o Atlético-MG por US$ 2,5 milhões por 50% dos direitos econômicos, além de percentual menor repassado ao Santos, que funcionou como vitrine.
Segundo relatos do Flamengo, a adoção dessa estratégia visa facilitar o acesso dos jovens ao futebol europeu e apostar em valorização futura, mesmo que envolva risco. No caso de Carbone, o clube também manteve participação nos direitos econômicos, mas o percentual não foi divulgado. As liberações não incluem empréstimos ou vendas tradicionais com pagamento imediato.



