Da redação
O Ministério Público Eleitoral passou a defender o registro da candidatura de Gustavo Rocha (Republicanos) ao cargo de vice-governador do Distrito Federal. A mudança ocorreu após correção de ata do Supremo Tribunal Federal que esclareceu a participação de Rocha em audiência, atendendo pedido de sua defesa.
Anteriormente, a Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal havia pedido a impugnação, por entender que Rocha continuou exercendo funções públicas após deixar oficialmente o cargo de secretário-chefe da Casa Civil em dois de abril. O principal argumento era sua presença em audiência no STF, na qual teria representado o governo local.
Segundo o Ministério Público, a versão inicial da ata indicava que Rocha atuava como representante do Distrito Federal na audiência, o que poderia caracterizar descumprimento da exigência de afastamento efetivo para candidatos. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, também questionou o registro da candidatura.
O ministro Luiz Fux determinou a correção do documento, passando a constar formalmente que Rocha esteve como ouvinte, não representante. Com a apresentação de imagens e da ata retificada, o procurador regional eleitoral Francisco Guilherme Vollstedt Bastos concluiu que não havia razão para manter a impugnação. O registro segue sob análise do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, sob relatoria do desembargador eleitoral Asiel Henrique de Sousa.



