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Distrito Federal registra dois primeiros casos de internação involuntária após novo fluxo


Da redação

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal registrou os dois primeiros casos de internação involuntária após a implementação do novo fluxo de atendimento em saúde mental. As internações ocorreram após avaliações médicas que identificaram risco à vida e grave comprometimento clínico nos pacientes, no Distrito Federal.

De acordo com Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental da secretaria, a internação nesses casos é considerada uma medida excepcional e deve durar apenas o tempo necessário. Após receber alta, os pacientes permanecem sob acompanhamento da rede de saúde mental e assistência social.

O primeiro caso envolveu um homem de 31 anos, com sinais de surto psicótico, que entrou em área restrita do metrô e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao Hospital São Vicente de Paulo, onde segue internado. O segundo caso é de um homem de 72 anos em situação de vulnerabilidade na Asa Sul, acolhido na noite de segunda-feira (24) por equipes do Centro de Atenção Psicossocial e do Consultório na Rua, com grave negligência de autocuidado e comprometimento cognitivo por uso abusivo de álcool.

Segundo o novo fluxo, fundamentado pelo Modelo de Cuidado Humanizado Integrado, estabelecido pela Lei número 7.923/2026 e Decreto número 49.089/2026, a internação involuntária só deve ocorrer em situações de risco à vida, violência ou incapacidade de autocuidado, mediante avaliação médica. A medida deve ser comunicada ao Ministério Público em até 72 horas, e o paciente segue com acompanhamento multiprofissional e ações de reintegração social nos serviços da saúde mental após a alta.