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Falta de investimento prejudica educação especial inclusiva nos Centros de Ensino do DF


Da redação

A falta de investimento do governo Celina Leão-Ibaneis Rocha tem deixado a educação especial inclusiva no Distrito Federal sem recursos adequados, segundo professores e entidades de classe. Nos 13 Centros de Ensino Especial, turmas com até quatro professores atendem apenas três alunos cada, quadro descrito por profissionais como cenário de superlotação diante da necessidade de acompanhamento individualizado.

Educadores sociais auxiliam os docentes, mas, conforme relatos, a demanda é superior à capacidade das equipes. Uma professora de um centro de ensino especial, que preferiu não se identificar, afirmou que a falta de espaços e profissionais compromete o desenvolvimento de estudantes. “Parece que todos os meus anos de especialização não tinham me servido para nada”, declarou a docente, referindo-se à própria experiência em sala de aula.

Segundo a professora, casos de agressão ocorreram devido à ausência de suporte especializado, resultando em transferências de estudantes e readequação das turmas após atuação do Sindicato dos Professores (Sinpro). A situação, no entendimento da categoria, expõe falhas no cumprimento do que é estabelecido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, cuja Estratégia de Matrícula prevê limites nas turmas e condições pedagógicas que, segundo os profissionais, não são observadas na prática.

Conforme o Censo Escolar 2025, o Distrito Federal conta com 5.954 estudantes matriculados no Ensino Especial Inclusivo, dos quais 3.544 frequentam unidades especializadas e 2.410 estão em classes especiais de escolas comuns. Nota técnica do Sinpro aponta redução dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a educação, de cerca de 26% em 2023 para 17,98% em 2026, enquanto a fatia destinada à segurança pública aumentou.