Da redação
O ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, afirmou que o país pode precisar de quatro a cinco bilhões de dólares para se reconstruir após as enchentes no norte do território, na fronteira com o Tibete, conforme declarou. O número de mortos chegou a 616 no Nepal, segundo a polícia local, enquanto Pequim informou mais sete vítimas no Tibete, totalizando pelo menos 623 mortos.
Segundo Wagle, o valor previsto para a reconstrução corresponde a quase um décimo do Produto Interno Bruto nacional e é inferior ao utilizado após o terremoto de 2015, que totalizou nove bilhões de dólares. O ministro explicou que a avaliação dos danos ainda está em andamento e que o impacto econômico será significativo em setores como turismo, remessas de trabalhadores estrangeiros e energia hidrelétrica, afetando projetos responsáveis por mais de 12% da geração nacional.
Quase três mil pessoas ainda estão desaparecidas, sendo cerca de 2.426 no Nepal e pelo menos 554 no condado de Gyirong, no Tibete, entre eles ao menos 540 estrangeiros, parte dos quais peregrinos hindus provenientes da Índia. As autoridades nepalesas suspenderam as operações de busca e resgate devido ao mau tempo, relatando dificuldades na identificação dos corpos, muitos já em decomposição, e informando que amostras de DNA serão coletadas antes dos sepultamentos, para evitar riscos à saúde.
O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, declarou que o país não necessita de auxílio internacional para buscas, mas demanda assistência técnica. Entre as prioridades, estão a retirada de pessoas presas em túneis, a recuperação de ligações de transporte e comunicação em áreas isoladas, a identificação de vítimas, realização de exames de DNA e o armazenamento adequado dos corpos.



